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terça-feira, 11 de junho de 2013
sábado, 1 de junho de 2013
CONTRATO #3
eu e meu irmão viemos para cá quando tinhamos 9 anos de idade .se você está se perguntando que lugar é este eu vou te dizer é o pior lugar do mundo ainda mais se seus pais acabaram de morrer brutalmente e você não tem parentes para morar .esse lugar é o ORFANATO .após os meus pais serem encontrados decaptados e sem os órgãos internos a policia declarou que foram mafiosos(ladrôes de orgãos) eu sabia que não era isso .que tinha alguma coisa a mais por que sempre quando saíamos de casa eu e meu irmão tinhamos a sensação de estarmos sendo vigiados.mais enfim agora estou no ORFANATO estou escrevendo escondido em um canto escuro do porão com um notebook velho que é de uma amiga...após mudarmos para cá eu senti como se alguem me vigiasse agora e logo as coisas foram se tornando mais tensas alguns dias depois nós fizemos amigos que sempre faziam brincadeiras sem graça conosco como por exempio irmãos grins porquê nós viamos coisas .em uma dessas brincadeiras eu sai correndo e me escondi no sótão achei uma foto antiga dos meus pais (pareceu que alguem tinha jogado).uma foto que eu mesmo ja tinha visto várias vezes era a do meu pai e minha mãe abraçados na casa de praia ,mais tinha uma coisa diferente a foto se mudou na minha frente a minha mãe agora estava em uma cama sangrando e toda machucada ao lado de alguma coisa vestida de preto com um papél nas mãos escrito CONTRATO VENCIDO e ao lado da cama estava meu pai de joelho com as costas sangrando enquanto outras coisas de preto(essas eram menores do que a que estava na cama) o chicoteavam e zombavam da cara dele ...nesse instante meu irmão gritou meu nome eu encontrei ele e mostrei a foto ele ficou pasmo e começou a chorar .alguns dias se passaram e em uma noite eu e meu irmão fomos beber água e ouvimos um barulho atrás de nós éra a mesma criatura da foto nós corremos e nos escondemos em um dos quartos <por incrivel que pareça ninguem acordava quando fomos chamar a supervisora percebemos que todos estavam mortos tentamos fugir do orfanato mais as portas estavam trancadas então eu peguei o notbook da minha amiga que estava caido e eu meu irmão corremos quando olhei para trás meu irmão não estava mais lá eu corri e me escondi no canto do porão liguei o notbook e comecei e digitar,quando peguei a foto dos meus pais dessa vez estava diferente meu irmão estava enforcado por uma corda no teto e eu estava na porta de entrada segurado por duas coisas vestidas de preto ..e então alguma coisa se mecheu na minha frente era uma criatura com vestes negras e um papel nas mãos escrito CONTRATO VENCIDO
sábado, 25 de maio de 2013
nicola, minha irmã psicopata
Tom Edgington tem poucas lembranças felizes de sua infância em Muswell Hill, um subúrbio ao norte de Londres. Seu pai, Harry, um homem sério e de poucas palavras, era um correspondente do jornal inglês Daily Mail, e trabalhava muito dentro de casa. Sua mãe, Marion, ao contrário do marido, era uma mulher bastante comunicativa e uma personalidade bastante popular no bairro. Além de Tom, o casal tinha mais duas filhas,Nicola, a mais velha, e Sara, a caçula. A família inglesa poderia ser apenas mais uma família normal mundo afora não fosse um seríssimo problema que girava em torno da irmã mais velha de Tom, a ruivinha Nicola.
Tom diz sobre sua irmã:
“Nicola parecia gostar de criar conflitos, colocando as pessoas umas contra as outras. Eu pensava que era normal, não tinha como eu saber que não. Crescemos como forasteiros no bairro, Nicola sempre tinha problemas na escola e os pais de colegas proibiam seus filhos de brincarem com ela por acharem que ela era uma má influência.”
Voltando ao passado, uma lembrança se destaca na mente de Tom. Ele tem quatro anos e está arranhado, sangrando, caído sobre uma roseira no jardim. Seu pai corre para ajudá-lo, ao lado, sua irmãzinha Nicola assiste à cena sem expressar nenhuma emoção. Foi ela quem o empurrou contra os espinhos. Repreendida pelo pai, ela apenas diz:
“Está feito!”
Ela chamava o irmão mais novo apenas de “coisa”, e essa não fora a primeira vez que ela tentara se livrar dele. Quanto Tom tinha dois anos, Nicola empurrou o seu carrinho de bebê pela escadaria de uma igreja durante um passeio de família. Por sorte, Harry conseguiu segurar o carrinho antes que este rolasse escada abaixo.
Tom diz:
“Todo mundo pensou que era apenas rivalidade normal entre irmãos e que ela iria crescer sem isso, mas Nicola só fez piorar. Pelo que eu me lembre, Nicola não era certa, não tinha empatia com os outros.”
Marion consultou psicólogos que disseram que Nicola era “normal”, mas segundo Tom, sua irmã era uma criança mestre em manipular:
“Ela era boa em fingir sanidade.”
Aos 11 anos, Nicola ficou incontrolável, fugia de casa e passava dias desaparecida.
“Uma vez minha mãe escondeu todos os seus sapatos para impedí-la de sair de casa, ela então pegava os meus e fugia. Ficava uma ou duas semanas sumida. Os serviços sociais diziam que ela era um perigo para outras crianças, mas eles não ajudavam minha mãe.”
Quando Nicola completou 12 anos, Marion deciciu mudar-se com a família para uma casa de campo em East Sussex, uma bucólica região no sudoeste da Inglaterra. Separada de Harry, ela queria levar sua filha mais velha para longe de Londres. Na capital inglesa, apesar da pouca idade, Nicola já havia enturmado com tudo quanto era má influência, passava as noites nas ruas bebendo e fumando com amigos. No novo lar, Marion colocou os dois filhos mais novos, Tom, 10 anos, e Sara, 07 anos, em um internato onde passavam a semana inteira longe de Nicola.
“Acho que minha mãe percebeu que Nicola poderia ser violenta, estava se tornando um risco para nós. Para mim foi um alívio ficar longe dela. Eu amei a escola e não queria ir para casa nos fins de semana. Ficar com meus amigos e ver como outras famílias se relacionavam, me fez perceber o quão mentalmente instável era Nicola e como isso afetou nossa família.”
Aos 15 anos, Nicola foi expulsa do colégio e passou a morar em um apartamento pago pelo seu pai, Harry. Nessa época, depois de inúmeras tentativas, sua mãe conseguiu levá-la até um Centro de Saúde e ela começou a tomar remédios controlados. Morando sozinha, porém, ninguém poderia garantir que Nicola tomaria sua medicação.
No seu aniversário de 13 anos, Tom visitou a irmã mais velha, mas a visita quase lhe tirou a vida. Nicola o fez fumar maconha e obrigou-lhe a consumir anfetaminas até que ele caísse doente. Talvez ela o tenha usado como uma espécie de cobaia para saber quantos comprimidos eram necessários para levar alguém a óbito.
Aos 17 anos, Nicola ficou grávida de gêmeos, mas teve um aborto depois que o namorado lhe deu um soco na barriga. Ela se mudou para Londres onde trabalhou como recepcionista e dançarina de boates de strip-tease. Aos 19 anos, ficou grávida novamente de um namorado traficante e deu à luz a um filho. Foi Marion quem ajudou a filha nos cuidados com a criança, o seu primeiro neto.
Dois anos depois, aos 21, Nicola se casou com um jamaicano que conheceu em um clube. Engravidou do seu segundo filho e viveu, talvez, o período mais estável de sua vida.
Tom diz:
“O marido de Nicola amava o primeiro filho da minha irmã como se fosse dele. Ele fez com que Nicola tomasse sua medicação, mas às vezes ela o tratava horrivelmente e o acusava de todos os tipos ruins de comportamento.”
O casamento acabou quando Nicola se juntou a uma igreja cristã evangélica e tornou-se convencida de que Deus, ao invés dos seus medicamentos, poderia curá-la. Ficou convencida de que estava cercada por demônios. Seu marido voltou à Jamaica e, quando Nicola o visitou, estava num estado tão preocupante que o ex-marido a proibiu de deixar o país com o filho do casal. Ela voltou para a Inglaterra apenas com seu filho mais velho. Marion estava tão preocupada com a segurança do neto que entrou em contato com o Serviço Social inglês para que este tirasse de Nicola a guarda do seu filho.
“Acho que minha mãe esperava que Nicola teria a ajuda médica que precisava e, em seguida, teria o seu filho de volta. Mas não foi isso o que aconteceu. Sem os filhos, Nicola perdeu seu alojamento e o dinheiro do governo, e começou a culpar minha mãe, que ficou bastante assustada e disse que Nicola poderia matá-la.”
Após o episódio das anfetaminhas, Tom mudou-se para a cidade de Brighton onde cursava faculdade de Teatro. Ficou anos sem ver a irmã e fazia de tudo para evitá- la. Em um fim de semana de Novembro de 2005, ele e sua irmã mais nova, Sara, decidiram visitar a mãe em East Sussex, e quem estava lá ?
“Foi tudo difícil e tenso. Nicola estava muito tranquila e ficou lá sentada escrevendo no seu notebook, enquanto eu tentava fazer piadas para aliviar o clima.” Diz Tom
O que será que Nicola escrevia no notebook ???
“Decidi levar Nicola para um pub para que, pelo menos, Sara tivesse algum tempo com nossa mãe. Fomos para o pub, mas Nicola foi convidada a se retirar do local por brigar com um DJ. Quando ela disse que estava voltando para Londres, fiquei aliviado.”
Nicola e o irmão Tom foram para um Pub e a primeira coisa que Nicola fez foi arrumar confusão com um DJ do local. Após ser expulsa do Pub, Nicola disse ao irmão que voltaria naquele instante para Londres, o que o deixou bastante aliviado.
“Eu telefonei para casa e perguntei pra minha mãe e Sara se elas não queriam se juntar a mim no Pub. Elas vieram, mas minha mãe não conseguiu um local para estacionar o carro e então deixou Sara e voltou para casa.”
Sara e Tom ficaram conversando e bebendo no Pub. Eles não poderiam imaginar o horror que estava por vir.
“No começo eu não conseguia entender o que estava vendo. Eu vi uma trouxa de roupas e duas pernas e pensei que minha mãe tinha convidado alguém para ficar lá. Falei para Sara que entrou no quarto e disse: Chame a Polícia!”
Ao voltarem para a casa da mãe, os irmãos veriam uma cena que nunca mais sairiam de suas cabeças. Marion, a carinhosa mãe que sempre cuidou para que os filhos vivessem em paz e harmonia, estava caída no chão com uma enorme faca cravada no peito. Marion estava morta.
Chocado pela cena, Tom imediatamente soube quem era a responsável por aquela barbaridade. Sua suspeita tornou-se uma certeza quando ele acessou o notebook que sua irmã Nicola, a poucas horas atrás, usava. Lá, havia um arquivo do word salvo no desktop com o seguinte título:
“Pessoas condenadas!”
“O nome da minha mãe estava no topo da lista, e estava riscado. Foi decepcionante, também, ver o meu nome na lista. Talvez ela pretendesse me matar.” Diz Tom.
Quando Nicola Edgington foi presa em um ônibus de Londres, depois de 16 dias em fuga, suas palavras foram:
“Foi Tom quem fez isso!”
“Não bastasse ela ter deixado o corpo da minha mãe para eu encontrar, ela ainda tentou me culpar por sua morte.” Diz Tom.
Após sua prisão, Nicola foi diagnosticada com esquizofrenia e transtorno de personalidade antissocial (psicopatia) e enviada a um hospital psiquiátrico após admitir o homicídio e por ter sua responsabilidade diminuída devido à sua condição.
Na época, Tom e sua irmã Sara disseram em um comunicado que:
“Finalmente Nicola está no lugar onde não poderá machucar ninguém e que pode receber à ajuda que desesperadamente precisa.”
Mas a tranquilidade para Tom, e sua irmã Sara, se transformou em medo quando, em 2009, Nicola foi libertada.
Por dois anos, ela morou na Ambdekar House, no bairro de Greenwich, sudeste de Londres, uma casa de apoio supervisionada por uma equipe de saúde mental. Considerada “boa” pelos médicos e pela equipe do local, Nicola fazia planos para mudar para um apartamento. Na verdade, Nicola estava longe de estar estável. Ela havia parado de tomar sua medicação anti-psicótica após ficar grávida de um outro paciente, e quando ela perdeu a criança num aborto espontâneo, ela piorou.
Em 11 de outubro de 2011, Nicola enviou uma mensagem ao seu irmão Tom pelo Facebook, era a primeira comunicação entre os irmãos desde a morte de Marion.
“Ninguém está tomando conta de mim como mamãe fazia.” Escreveu Nicola.
Tom ficou assustado com a mensagem. Ele contatou a Ambdekar House e pediu para que a irmã fosse imediatamente reassistida. Dois dias depois, em 13 de outubro, Nicola discou para o serviço de emergência inglês, o 999, e disse:
“A última vez que me senti assim, eu matei alguém, matei minha mãe.”
Parecia que Nicola estava implorando por ajuda. Policiais a encontraram e a levaram voluntariamente para o Hospital londrino Queen Elizabeth II. Dentro do hospital, ela novamente ligou para o 999 e gritou para ser presa, avisando que era muito perigosa. Pensando se tratar de um surto psicótico, profissionais do hospital a transferiram para uma Unidade de Saúde Mental. Enquanto uma enfermeira preparava sua cama, Nicola fugiu.
Pegou um ônibus para Bexleyheath, um bairro no subúrbio de Londres, invadiu uma loja e roubou uma faca. Ao ver uma mulher parada num ponto de ônibus, Nicola não pensou duas vezes: Correu em sua direção para matá-la. Kerry Clark, 22 anos, teve sorte. Talvez por ser jovem, conseguiu lutar contra Nicola que não conseguiu atingir o seu objetivo. Mas ela não parou por ai. Nicola invadiu um açougue e roubou um cutelo. Naquela mesma hora, Sally Hodkin, 58 anos, caminhava em direção ao seu trabalho como fazia todas manhãs. Sally teve, praticamente, sua cabeça decapitada por Nicola.
“Você é manipuladora e excepcionalmente perigosa. Você fez sua escolha e o fato é que voce deve assumir as responsabilidades pelos seus terríveis atos,” disse o Juiz Brian Barker, a duas semanas atrás, durante o Julgamento de Nicola Edgington, 32 anos. Nicola foi condenada a duas prisões perpétuas pelo assassinato de Sally Hodkin e tentativa de homicídio de Kerry Clark.
Hoje, Tom não tem certeza sobre como se sente em relação à sua irmã mais velha. Tom aceita que Nicola sofre de uma doença mental e transtorno de personalidade, mas não acredita que ela pode ser absolvida por suas responsabilidades. Sua ira é direcionada para os profissionais médicos que decidiram que Nicola estava bem o suficiente para estar de volta à comunidade.
“Nós conhecemos Nicola por toda vida. Nós sabíamos que ela era perigosa. Dissemos a eles que ela seria um risco para outras pessoas. Ela nunca deveria ter saído, mas eles simplesmente não quiseram nos ouvir.”
sexta-feira, 24 de maio de 2013
contatos permanentes
Quando eu era adolescente tudo que eu mais queria era um celular, pois era a nova onda do momento, isso aconteceu no inicio dos anos 2000.
Eu voltava para casa da escola andando, todos os dias, pois eram apenas 15 mim de caminhada, eu cortava o caminho por algumas ruas em que não passavam carros, nesse caminho eu passei por uma pilha de caixas de papelão e alguns sacos de lixo, acho que eu não estava distraída o bastante para deixar passar batido um detalhe tão mínimo, dentro de um dos sacos transparente, havia um celular. Eu não sou de revirar lixo, mas naquela época aquelas coisas custavam muito caro, e eu não ia perder a chance de pelo menos ver se aquele aparelho funcionava.
Quando o peguei e o abri senti como se alguém estivesse me olhando, olhei para os dois lados, mas não havia ninguém, eu o coloquei no bolso do meu blusão escolar e corri para casa. Quando lá cheguei mostrei para minha mãe, o meu achado, e ela ficou impressionada com a minha sorte. Logo levamos o aparelho para o conserto, e ele voltou á funcionar, o senhor que o consertou deixou um bilhete junto ao pacote que nós enviamos. Que estava escrito:
“Não consegui reconfigurar a agenda eletrônica, os números não podem ser apagados”.
Bom, até ai tudo bem... Agora eu tinha um celular! Eu o exibi para minhas amigas e comecei a fuçar nele, ele tinha jogos e toques de celular, eu podia mandar mensagens e fazer ligações. Tudo estava indo muito bem, e parecia que aquele celular não quebraria tão cedo...
Mas em uma noite quando eram três horas da manhã, o celular começou a tocar, não havia numero de telefone, nem alerta de mensagem, o celular apenas acendeu seu visor e começou a tocar, eu o atendi normalmente sem entender... “Alo?”
Não havia voz do outro lado, apenas um chiado baixo que fazia algumas pausas, então eu desliguei o celular, e voltei a dormir. Durante o dia ele sempre funcionava normalmente, mas toda noite ás três da manhã eu recebia aquela mesma ligação, comecei a pensar que talvez o alarme também estivesse com defeito.
Em uma noite de sábado, eu estava com meu namorado na sala, e o celular estava em cima da mesa, eu nem havia percebido, mas já eram três horas, eu o atendi e dessa vê eu ouvi algo entre os chiados... Era muito baixo, quase inaudível, mas dizia:
“Amaldiçoada... Você está... Amaldiçoada...”.
Pelo menos foi isso que eu entendi, mas eu fiquei pálida na mesma hora, e gelada também como se eu tivesse visto um fantasma, o que de fato não aconteceu, por que eu o ouvi.
Assim nas noites seguintes, eu passei a não atende-lo e o usar apenas de dia, talvez eu achasse que era atividade paranormal demais para mim. Mas em outra noite eu tinha acabado de chegar de uma festa e confesso, eu estava um pouco alta... E adivinha que horas eram?
O celular começou a tocar e eu falei:
“É agora que eu quebro essa merda...”.
Mas eu não o quebrei...
Eu o atendi e perguntei: “Quem é?!! Quem é você puta mal amada?!!!”
E a voz respondeu: “Eu sou sua maldição”.
E eu louca de pedra respondi: “Maldição o caralh...” E desliguei na cara da tal alma.
Eu tenho uma leve impressão de que essa coisa não gostou muito da minha brincadeirinha, no dia seguinte era meio dia quando o telefone tocou, e eu pensei que fosse minha mãe, e atendi com muito amor:
“Fala mulher...”. Eu sempre brinquei com minha mãe, ela é minha melhor amiga e tenho muito orgulho disso... Mas não era minha mãe.
“Eu sou sua maldição... Mas ao contrário do que você pensa, eu não falo com você por celular, eu estou bem aqui ao seu lado.”
Eu gelei, meu corpo entrou completamente em choque, e então eu olhei para o lado enquanto tirava o celular da orelha... Mas não havia nada...
Foi então que eu senti um bafo gelado no ouvido em que estava meu celular, e então ouvi um sussurro... “Eu estou bem aqui... Agora... Sua alma é minha...”.
Foi então que o celular começou a vibrar... E então apareceu uma mensagem nele...
“Seu numero foi adicionado á lista de contatos permanentes”
Eu voltava para casa da escola andando, todos os dias, pois eram apenas 15 mim de caminhada, eu cortava o caminho por algumas ruas em que não passavam carros, nesse caminho eu passei por uma pilha de caixas de papelão e alguns sacos de lixo, acho que eu não estava distraída o bastante para deixar passar batido um detalhe tão mínimo, dentro de um dos sacos transparente, havia um celular. Eu não sou de revirar lixo, mas naquela época aquelas coisas custavam muito caro, e eu não ia perder a chance de pelo menos ver se aquele aparelho funcionava.
Quando o peguei e o abri senti como se alguém estivesse me olhando, olhei para os dois lados, mas não havia ninguém, eu o coloquei no bolso do meu blusão escolar e corri para casa. Quando lá cheguei mostrei para minha mãe, o meu achado, e ela ficou impressionada com a minha sorte. Logo levamos o aparelho para o conserto, e ele voltou á funcionar, o senhor que o consertou deixou um bilhete junto ao pacote que nós enviamos. Que estava escrito:
“Não consegui reconfigurar a agenda eletrônica, os números não podem ser apagados”.
Bom, até ai tudo bem... Agora eu tinha um celular! Eu o exibi para minhas amigas e comecei a fuçar nele, ele tinha jogos e toques de celular, eu podia mandar mensagens e fazer ligações. Tudo estava indo muito bem, e parecia que aquele celular não quebraria tão cedo...
Mas em uma noite quando eram três horas da manhã, o celular começou a tocar, não havia numero de telefone, nem alerta de mensagem, o celular apenas acendeu seu visor e começou a tocar, eu o atendi normalmente sem entender... “Alo?”
Não havia voz do outro lado, apenas um chiado baixo que fazia algumas pausas, então eu desliguei o celular, e voltei a dormir. Durante o dia ele sempre funcionava normalmente, mas toda noite ás três da manhã eu recebia aquela mesma ligação, comecei a pensar que talvez o alarme também estivesse com defeito.
Em uma noite de sábado, eu estava com meu namorado na sala, e o celular estava em cima da mesa, eu nem havia percebido, mas já eram três horas, eu o atendi e dessa vê eu ouvi algo entre os chiados... Era muito baixo, quase inaudível, mas dizia:
“Amaldiçoada... Você está... Amaldiçoada...”.
Pelo menos foi isso que eu entendi, mas eu fiquei pálida na mesma hora, e gelada também como se eu tivesse visto um fantasma, o que de fato não aconteceu, por que eu o ouvi.
Assim nas noites seguintes, eu passei a não atende-lo e o usar apenas de dia, talvez eu achasse que era atividade paranormal demais para mim. Mas em outra noite eu tinha acabado de chegar de uma festa e confesso, eu estava um pouco alta... E adivinha que horas eram?
O celular começou a tocar e eu falei:
“É agora que eu quebro essa merda...”.
Mas eu não o quebrei...
Eu o atendi e perguntei: “Quem é?!! Quem é você puta mal amada?!!!”
E a voz respondeu: “Eu sou sua maldição”.
E eu louca de pedra respondi: “Maldição o caralh...” E desliguei na cara da tal alma.
Eu tenho uma leve impressão de que essa coisa não gostou muito da minha brincadeirinha, no dia seguinte era meio dia quando o telefone tocou, e eu pensei que fosse minha mãe, e atendi com muito amor:
“Fala mulher...”. Eu sempre brinquei com minha mãe, ela é minha melhor amiga e tenho muito orgulho disso... Mas não era minha mãe.
“Eu sou sua maldição... Mas ao contrário do que você pensa, eu não falo com você por celular, eu estou bem aqui ao seu lado.”
Eu gelei, meu corpo entrou completamente em choque, e então eu olhei para o lado enquanto tirava o celular da orelha... Mas não havia nada...
Foi então que eu senti um bafo gelado no ouvido em que estava meu celular, e então ouvi um sussurro... “Eu estou bem aqui... Agora... Sua alma é minha...”.
Foi então que o celular começou a vibrar... E então apareceu uma mensagem nele...
“Seu numero foi adicionado á lista de contatos permanentes”
quarta-feira, 22 de maio de 2013
pesadelo
Meu maior pesadelo ocorreu quando ainda era um adolescente. Eu estava dentro de um hotel, e nele, era um detetive forense.
Cercado por um grupo de policiais, eu fui levado a um quarto de hotel em um andar muito alto. Ao chegar à porta, de número 167, fui colocado lá dentro. Um dos policiais fechou a porta atrás de mim e começou a desesperadamente bloquea-la fora, gritando pela porta e explicando que esta foi uma "simples precaução tomada a fim de evitar que o assassino tentasse voltar à cena do crime para acabar com as provas".
Eu (desconfiado com toda aquela situação, mas focado em meu trabalho), acabei não questionando esta "simples precaução", e fui direto para uma sala de estar. Sentado no sofá, havia um corpo. Um homem que parecia ter uns 30 anos estava morto, sentado com sua cabeça pendurada para trás sobre a almofada do sofá. Perturbadoramente o suficiente, um buraco muito grande atravessava todo seu estômago, assim como o sofá também. Fui até a parte de trás do sofá; entranhas, órgãos desmembrados e espumas ensanguentadas jogadas no carpete. Era muito fácil conseguir enxergar completamente através do buraco no sofá e do estômago do homem. Diante daquilo, eu mantive minha compostura, fiz algumas anotações e decidi seguir em frente.
Caminhei lentamente por uma pequena cozinha até chegar ao banheiro, e sua porta estava aberta. Deitado dentro da banheira, estava o cadáver de outro homem, muito mais velho e massacrado do que o primeiro. Seu corpo estava rasgado da área genital até sua garganta, e a água da banheira estava com coloração vermelho-escuro (graças a quantidade de sangue que escorreu de dentro dele). Fiz mais algumas anotações, e já estava prestes a me virar e sair, quando de repente, ouvi um barulho estranho, como se fosse um pé pisando em uma poça molhada. Desesperado, olhei em volta mais uma vez, quando notei uma mão segurando a base do vaso sanitário. Andei em direção a ela até que vi, lá no canto do banheiro, agachado no espaço entre o vaso sanitário e a parede, um homem, com suas mãos sangrando.
Ele correu pra fora do banheiro e bateu a porta ao sim, prendendo-a com uma cadeira. Fiquei parado, sem reação, ouvindo suas ações do outro lado da porta; objetos sendo arrastados freneticamente, respiração pesada e de repente.... silêncio. Aproveitando a oportunidade, dei um chute na porta e olhei em volta. Nada havia mudado, nenhum sinal de que aquele homem havia passado por aquele lugar. Havia, no entanto, um novo corpo deitado no chão da cozinha. Uma mulher, estranhamente famíliar, estava sem roupas e jogada de bruços no chão. Havia marcas de corte profundo passando por todo seu corpo; pernas, braços, barriga, seios, garganta e no rosto também. Seus olhos foram removidos, mas todo o corpo estava estranhamente limpo. Sem sangue, sem sinais de mutilação, além dos cortes profundos e de seus olhos perdidos.
Antes que eu começasse a estudar o corpo, de repente, duas pálpebras se abriram, afundadas profundamente nos recessos dos buracos dos olhos da moça. Dentro de sua boca aberta e escancarada, outra boca se abriu e sorriu. Seus dedos tremiam ligeiramente. Agora, tudo fazia sentido; aquele homem havia assassinado a mulher, dissecado seu corpo e estava usando sua pele como uma espécie de terno. E aquele rosto familiar... Quando me dei conta, cai pra trás na mesma hora. “MÃE?!”. O homem se levantou lentamente, olhou pra mim com aquele sorriso horrível estampado em seu rosto, e gritou: "Não estou bonita, filho?!".
Cercado por um grupo de policiais, eu fui levado a um quarto de hotel em um andar muito alto. Ao chegar à porta, de número 167, fui colocado lá dentro. Um dos policiais fechou a porta atrás de mim e começou a desesperadamente bloquea-la fora, gritando pela porta e explicando que esta foi uma "simples precaução tomada a fim de evitar que o assassino tentasse voltar à cena do crime para acabar com as provas".
Eu (desconfiado com toda aquela situação, mas focado em meu trabalho), acabei não questionando esta "simples precaução", e fui direto para uma sala de estar. Sentado no sofá, havia um corpo. Um homem que parecia ter uns 30 anos estava morto, sentado com sua cabeça pendurada para trás sobre a almofada do sofá. Perturbadoramente o suficiente, um buraco muito grande atravessava todo seu estômago, assim como o sofá também. Fui até a parte de trás do sofá; entranhas, órgãos desmembrados e espumas ensanguentadas jogadas no carpete. Era muito fácil conseguir enxergar completamente através do buraco no sofá e do estômago do homem. Diante daquilo, eu mantive minha compostura, fiz algumas anotações e decidi seguir em frente.
Caminhei lentamente por uma pequena cozinha até chegar ao banheiro, e sua porta estava aberta. Deitado dentro da banheira, estava o cadáver de outro homem, muito mais velho e massacrado do que o primeiro. Seu corpo estava rasgado da área genital até sua garganta, e a água da banheira estava com coloração vermelho-escuro (graças a quantidade de sangue que escorreu de dentro dele). Fiz mais algumas anotações, e já estava prestes a me virar e sair, quando de repente, ouvi um barulho estranho, como se fosse um pé pisando em uma poça molhada. Desesperado, olhei em volta mais uma vez, quando notei uma mão segurando a base do vaso sanitário. Andei em direção a ela até que vi, lá no canto do banheiro, agachado no espaço entre o vaso sanitário e a parede, um homem, com suas mãos sangrando.
Ele correu pra fora do banheiro e bateu a porta ao sim, prendendo-a com uma cadeira. Fiquei parado, sem reação, ouvindo suas ações do outro lado da porta; objetos sendo arrastados freneticamente, respiração pesada e de repente.... silêncio. Aproveitando a oportunidade, dei um chute na porta e olhei em volta. Nada havia mudado, nenhum sinal de que aquele homem havia passado por aquele lugar. Havia, no entanto, um novo corpo deitado no chão da cozinha. Uma mulher, estranhamente famíliar, estava sem roupas e jogada de bruços no chão. Havia marcas de corte profundo passando por todo seu corpo; pernas, braços, barriga, seios, garganta e no rosto também. Seus olhos foram removidos, mas todo o corpo estava estranhamente limpo. Sem sangue, sem sinais de mutilação, além dos cortes profundos e de seus olhos perdidos.
Antes que eu começasse a estudar o corpo, de repente, duas pálpebras se abriram, afundadas profundamente nos recessos dos buracos dos olhos da moça. Dentro de sua boca aberta e escancarada, outra boca se abriu e sorriu. Seus dedos tremiam ligeiramente. Agora, tudo fazia sentido; aquele homem havia assassinado a mulher, dissecado seu corpo e estava usando sua pele como uma espécie de terno. E aquele rosto familiar... Quando me dei conta, cai pra trás na mesma hora. “MÃE?!”. O homem se levantou lentamente, olhou pra mim com aquele sorriso horrível estampado em seu rosto, e gritou: "Não estou bonita, filho?!".
olhe para a câmera
Eu me mudei para minha casa há cinco anos. Nos últimos dois anos, houveram coisas estranhas. Tudo começou em outubro de 2004. Notei passos estranhos, mas dei de ombros, pensando que havia provavelmente uma explicação para eles. Meu filho de dezesseis anos, Michael, dormia no quarto andar de baixo enquanto sua irmã e eu temos nossos próprios quartos no andar de cima.
Eu acordava de manhã com Michael dormindo no chão do meu quarto. Ele, a princípio, ouviu barulhos estranhos e logo viu sombras em movimento em toda a sala. Ele veio correndo de seu quarto um dia, porque um plug voou da tomada. Eu coloquei a culpa nas falhas elétricas. Ele sentiu algo roçando nele também.
Eu namoro Mike há um ano e agora se ele mudou para cá em abril. Na primeira noite, Mike não conseguia dormir com o barulho de alguém se movendo para cima e para baixo nas escadas. Ele sempre olhava, mas nunca havia nada lá. Ele sempre dizia: "Você ouviu isso?" Eu estava acostumada a ouvir isso.
Quatro meses atrás, Mike estava sentado em frente ao computador ao lado da porta do quarto de Michael e ele pulou de dor. Ele levantou a camisa e encontrou um arranhão profundo em seu estômago. Não havia instrumentos cortantes sobre a mesa e nenhuma explicação possível para isso. O computador sempre agia estranho com ele, mas não com ninguém mais na família. Eu também estou notando sombras com o canto do meu olho e tento dizer que é minha imaginação.
Estávamos deitados na nossa cama há duas semanas assistindo TV. Eu deitada mais próximo da porta e vi uma sombra que ia para o quarto da minha filha. Mike levantou-se e disse-me que também viu. Pela primeira vez, eu estava completamente apavorada. Eu tive de dormir no outro lado da cama.
Tudo foi esquecido, mas há dois dias Mike estava sentado em frente ao computador novamente, segurando um pedaço de papel de desenho em seu colo. O papel bateu no seu olho de alguma forma e tirou um pedaço de sua córnea. Ele foi internado no hospital e está com muitas dores. Ele não pode explicar como o papel bateu no olho do ângulo que ele estava segurando no colo, mas sabemos que, mesmo que ele tentasse fazê-lo em si mesmo, seria impossível.
No início, eu pensei que era apenas um fantasma do tipo travesso, mas agora eu estou começando a ficar muito preocupada com essa coisa de agredir meu parceiro. Não é mais travesso, mas mal. Eu me pergunto se ele é a sombra que sempre esteve comigo, que eu sempre vi com o canto do meu olho ... ou se é algo que já estava na casa.
Duas semanas atrás, meu filho veio gritando do banheiro dizendo que ele tinha visto um rosto sangrento envolto em um lençol sujo. Ele se matou na sexta-feira e estamos todos abalados além de palavras.
Sua nota de suicídio, dizia: "Eu consegui mamãe. Olhe a câmera. "
Essa foi a foto que havia...
Eu acordava de manhã com Michael dormindo no chão do meu quarto. Ele, a princípio, ouviu barulhos estranhos e logo viu sombras em movimento em toda a sala. Ele veio correndo de seu quarto um dia, porque um plug voou da tomada. Eu coloquei a culpa nas falhas elétricas. Ele sentiu algo roçando nele também.
Eu namoro Mike há um ano e agora se ele mudou para cá em abril. Na primeira noite, Mike não conseguia dormir com o barulho de alguém se movendo para cima e para baixo nas escadas. Ele sempre olhava, mas nunca havia nada lá. Ele sempre dizia: "Você ouviu isso?" Eu estava acostumada a ouvir isso.
Quatro meses atrás, Mike estava sentado em frente ao computador ao lado da porta do quarto de Michael e ele pulou de dor. Ele levantou a camisa e encontrou um arranhão profundo em seu estômago. Não havia instrumentos cortantes sobre a mesa e nenhuma explicação possível para isso. O computador sempre agia estranho com ele, mas não com ninguém mais na família. Eu também estou notando sombras com o canto do meu olho e tento dizer que é minha imaginação.
Estávamos deitados na nossa cama há duas semanas assistindo TV. Eu deitada mais próximo da porta e vi uma sombra que ia para o quarto da minha filha. Mike levantou-se e disse-me que também viu. Pela primeira vez, eu estava completamente apavorada. Eu tive de dormir no outro lado da cama.
Tudo foi esquecido, mas há dois dias Mike estava sentado em frente ao computador novamente, segurando um pedaço de papel de desenho em seu colo. O papel bateu no seu olho de alguma forma e tirou um pedaço de sua córnea. Ele foi internado no hospital e está com muitas dores. Ele não pode explicar como o papel bateu no olho do ângulo que ele estava segurando no colo, mas sabemos que, mesmo que ele tentasse fazê-lo em si mesmo, seria impossível.
No início, eu pensei que era apenas um fantasma do tipo travesso, mas agora eu estou começando a ficar muito preocupada com essa coisa de agredir meu parceiro. Não é mais travesso, mas mal. Eu me pergunto se ele é a sombra que sempre esteve comigo, que eu sempre vi com o canto do meu olho ... ou se é algo que já estava na casa.
Duas semanas atrás, meu filho veio gritando do banheiro dizendo que ele tinha visto um rosto sangrento envolto em um lençol sujo. Ele se matou na sexta-feira e estamos todos abalados além de palavras.
Sua nota de suicídio, dizia: "Eu consegui mamãe. Olhe a câmera. "
Essa foi a foto que havia...
choke
Bem, eu não tenho certeza por onde começar.
As últimas semanas têm sido muito duras para mim. Eu perdi minha mãe na última primavera para o câncer, que causou uma grande tristeza entre a minha família. No entanto, o meu pai levou-a pior. Ele nunca foi o mesmo depois da morte da mãe. Ele se trancava em sua casa, sozinho, fugindo do resto do mundo. Fugindo de mim. Era estranho. Ao longo de toda sua vida, ele sempre foi assim afastado. Minha mãe, minha irmã, e eu éramos tudo o que ele tinha. Agora que minha irmã mais velha tinha crescido, casado e se mudado, eu acho que eu era tudo que ele tinha agora.
Duas semanas atrás
Uma semana depois
Dia Atuais
Uma semana depois
Dia Atuais
Eu recebi um telefonema. Eu estava no 4Chan, um site de imagens infames, lendo comentários em um daqueles tópicos " You Laugh, You Lose". Ugh, Se afastando longe do tópico. Tendo ficado na frente do meu monitor por horas em um silêncio morto, fui pego de surpresa quando o meu toque, " Believe it or Not" do Joey Scarbury, soou a partir dos pequenos mas poderosos alto-falantes do meu telefone. Eu quase saltei da cadeira. Peguei meu celular, e verifiquei o identificador de chamadas. Era o hospital local, ligando para me dizer que o meu pai tinha se matado.
Minha irmã veio para o funeral. Foi bom vê-la novamente depois de todos esses anos, mesmo que fosse em circunstâncias adversas. Ela não levou o babaca do marido com ela. Nós compartilhamos alguns abraços, falamos sobre o falecido por um tempo, e então ela seguiu seu rumo.
Sua casa, e todo o seu conteúdo, foi dado a mim. É desnecesario dizer que foi um bom passo, de um quarto para meu apartamento. Eu decidi ir bisbilhotando o meu apartamento novo no dia seguinte, talvez limpar o lugar um pouco. Honestamente, eu não tinha idéia do que eu iria encontrar lá. Pelo que eu sei, ele tinha perdido todo o senso de pudor, após a morte da mãe. Eu meio que esperava ver merda manchada em todas as paredes, juntamente com mobiliário destruído.
Eu estava na porta da frente. Ao pegar a maçaneta da porta, uma sensação instantânea de pavor superou meu corpo. Eu gelei. A idéia de estar na mesma sala que meu pai havia se enforcado. Eu balancei a cabeça e engoliu meus sentimentos perturbados. Eu respirei fundo, me preparando. Fechei os olhos e abri a porta...
A porta da frente me leva para um corredor que se dividia em duas direções. Na minha frente havia uma porta, que leva para o banheiro. Para a direita era a sala de estar. Esperando o pior, eu virei a esquina... Para minha surpresa, tudo estava em bom estado. Eu fiz a varredura da área. Havia poucos sofás ao redor de um aparelho de televisão de aparência antiga. Meu pai nunca tinha sido tecnológico. O que me chamou a atenção, porém, foi o grande lareira perto da sala de estar. Eu não lembrava disso. Certo, eu só tinha estado na casa de um punhado de vezes antes, mas isso não estava aqui antes. Agora, a lareira não é exatamente o que me chamou a atenção. Era o que foi montado acima dela.
Foi um grande retrato emoldurado pintado de minha mãe, rodeado de velas na lareira. Algo apenas parecia um pouco fora do comum. Ela tinha um sorriso condescendente em seu rosto, como se dissesse: "Eu sei algo que você não" Mais uma vez, aquela sensação estranha. Eu realmente me senti como se eu não deveria estar naquela casa. Sendo o idiota que eu sou, eu decidi ficar lá por mais algum tempo. Se aventurar na cozinha, bisbilhotar. Os armários estavam cheios de conjuntos novos de pratos, e a geladeira estava cheia de nada alem de cerveja e água. Bom e velho pai.
Um pensamento passou pela minha mente. Eu deveria verificar o quarto principal, o quarto onde ele se enforcou. Eu empurrei de volta todos os sentimentos incertos que eu tinha, e começou a ir em direção aos fundos da casa. A porta do quarto de meu pai estava ligeiramente aberta. Nós no meu estômago crescendo sempre tão apertados, e eu lentamente empurrei a porta entreaberta. As dobradiças soltaram um rangido horripilantemente alto. Eu não tinha idéia de por que eu estava sendo tão quieto. Eu me esforçava para me convencer de que eu era a única pessoa na casa. E as borboletas no meu estômago se recusavam a ir embora.
O quarto principal era normal. Tudo parecia claro, eu dei alguns passos, enquanto analisava a área. Havia uma mesa de cabeceira ao lado direito de sua cama, seus óculos estavam descansando em cima, aparentemente intocados. Ele nunca gostou de usá-los, disse que o fazia parecer um "sissy-boy" (afeminado). À esquerda da sala tinha uma porta. E alguma coisa, eu não sei o que, me atraiu para esta porta. Eu queria abri-la. Não. Eu precisava abri-la.
Fazendo meu caminho até a porta misteriosa, fiz questão de ficar quieto. Mais uma vez, não me pergunte porquê. Eu me senti como se eu estaria perturbando algo se eu fizesse barulho. Mordi o lábio inferior, colocando a mão na maçaneta. Eu estava tremendo por antecipação. Fechei os olhos, e contando a partir de três, rapidamente abri o armário ...
Casacos. Lotes de casacos. Algumas calças e sapatos também. Era uma caminhada comum ao armário. Eu levei um suspiro, aliviado, mas secretamente desapontado... até que eu vi. Algo brilhante no chão. Ajoelhando-se, eu mudei algumas caixas de sapatos fora do lugar. E era uma alça de bronze, aparafusada ao chão.Eu também tinha notado um aumento no piso acarpetado. Era uma pequena escotilha, que levava para o porão. Meu coração disparou. O que poderia ser lá?
Meu desejo para a aventura tinha conseguido o melhor de mim. Sem pensar, peguei a alça de bronze e abri a escotilha. Olhei para dentro. Estava escuro. Todos os meus instintos foram contra o que eu estava prestes a fazer, mas ignorei completamente.
Eu pulei dentro.
Felizmente, não era uma grande queda. Eu era capaz de me puxar para fora se fosse necessário. O porão estava escuro, e extremamente empoeirado. Pescando no meu bolso, tirei meu Zippo. Levei algumas tentativas, mas finalmente consegui uma chama constante para iluminar pequena parte do quarto. Foi quando eu vi a última coisa que eu já esperava ver no porão da casa de meu pai. Um computador. Sentado à beira do quarto estava uma pequena mesa, teclado, mouse e um monitor. Uma dessas cadeiras de plástico brancas foi empurrada para a mesa.
Curiosamente, eu caminhei até ele. O computador parecia novo, como se nunca tivesse sido usado. Isso não poderia ser do meu pai. Por que ele teria um equipamento bom como este no porão? Puxei a cadeira frágil da mesa, e me sentei em frente ao monitor. Eu cruzei meus dedos, inclinou-se, e tentou arrancar o computador. Eureca, funcionou. O logotipo de boot do Windows 7 apareceu na tela. Mais uma vez, pareceu-me estranho que o meu pai era dono de um ótimo e caro computador. Ele me pediu para selecionar um usuário. Havia apenas um.
"DECEPÇÃO"
Um calafrio percorreu minha espinha. Decepção? Por que ele iria nomear seu perfil como “Isso” ? Eu cliquei nele. Ele me pediu uma senha. Eu sorri, e digitei "Cheyenne". O nome da minha mãe. Inclinei minha cabeça para o lado. Algo estava errado. Seu fundo de tela era preto sólido. Não houve Bar Iniciar, e havia apenas um ícone. No meio da tela era um único arquivo executável.
"Choke.exe"
Minhas mãos tremiam. Eu não tinha idéia do que estava fazendo, e por que eu vim ali, em primeiro lugar. Eu queria voltar para o conforto do meu apartamento. A curiosidade não me deixou. Eu não consegui me controlar. Quase contra a minha vontade, eu parei o cursor sobre o ícone e dei um duplo clique.
A tela piscou. Eu percebi que havia algo errado com os cabos. Eu estendi minha mão atrás da máquina, para checar os fios.
Impossível. Não havia nada plugado.
O computador emitia um zumbido agudo, quase como se estivesse trabalhando sozinho em algo muito difícil. Tons de azul, vermelho, verde acendiam e apagavam no monitor. Os zumbidos do computador se tornavam mais e mais alto, aumentando de intensidade a cada segundo. De repente, tudo ficou quieto novamente. Eu olhei para a tela. Houve um ponto vermelho bem no meio e por baixo um texto, simplesmente dizendo, "Decepção".
Meu coração estava batendo no peito. Tudo tinha chegado a um impasse. Eu relaxei, para o que parecia ser alguns segundos. Até que eu ouvi. O som de uma respiração pesada, e passos atrás de mim, chegando mais perto. Eu não ousava olhar para mudar meu olhar do monitor.
Os passos pararam. Quem, ou o que estava atrás de mim, se inclinou. Sua boca foi bem próximo ao meu ouvido.
Eu ouvi um sussurro de voz familiar,
"Choke".
Com grande força, uma corda foi enrolada no meu pescoço. Eu gritei mais alto que pude. A corda estava me sufocando, eu tinha sido puxado para trás da cadeira. E não conseguia respirar. Meu pescoço estava dolorido. Minha visão começou lentamente a desaparecer devido à falta de oxigênio. Eu ia morrer. Amordaçado, algo arranhou meu pescoço.
Não havia nada lá.
Eu estava com minhas mãos e joelhos, ofegantes por ar. Minha visão voltou, eu me levantei e cambaleei ao redor, tentando recuperar meus sentidos. Eu estava na sala, em frente à lareira. Olhando para mim era o retrato da minha mãe, olhando para baixo, para mim, com aquele sorriso condescendente.
Enquanto me sento aqui escrevendo isso, no meu apartamento de um quarto sujo, eu posso honestamente dizer,
"Não há lugar como o lar".
Eu não tenho nenhuma ideia de que diabos aconteceu.
Honestamente? Eu não quero saber.
Tudo o que eu tenho certeza, é que eu nunca vou pôr os pés naquela casa novamente.
Tenho fobia de palhaços, ver um deles me causa calafrios e me faz querer me afastar o mais rápido possível. Há 24 anos atrás, quando eu tinha somente 6 anos de idade, estava vivendo na casa da minha avó, pois meus pais estavam sempre tendo discussões e minha avó decidiu que era melhor que eu ficasse com ela por alguns dias, enquanto eles se acalmavam. Mas esses 3 dias seriam completamente opostos à palavra “tranquilidade” e se converteram na memória mais horrível de minha vida.
No primeiro dia que cheguei na casa da minha avó, me sentia muito triste por causa dos meus pais, ainda podia escutar como gritavam um com o outro. Minha avó, que sempre me amou muito, me levou até seu quarto, onde havia um baú com muito pó em cima, como se não tivessem tocado nele havia muitos anos. Ela abriu o baú e dentro dele se encontravam muitas bugigangas velhas que já nem me lembro, mas o que mais me chamou atenção foi o que estava lá no fundo: um boneco muito estranho, em forma de palhaço, mas com algumas deformidades, como seu pescoço que era muito mais largo que o normal e seu corpo redondo na parte de baixo. Não tinha um aspecto bonito, mas chamativo. O que mais me chamou a atenção foi o sorriso que ele tinha, o rosto pálido, com olhos pequenos e pretos, tanto que era possível ver seu próprio reflexo neles e os lábios marcados com pintura vermelha muito fina ao redor deles. Minha avó quis me presentear com um companheiro para que eu não me sentisse sozinho, e a princípio eu aceitei com alegria, já que parecia ser um simples brinquedo. Antes de ir dormir com “Flappy” (que era o nome que pus no boneco), brinquei um pouco com ele no quarto, e em um certo momento, me dei conta de que havia um cordão embaixo de sua camisa, quando levantei a roupa, me dei conta de que era uma cordinha que fazia o palhaço falar.
Obviamente, não pensei duas vezes antes de acionar a cordinha. A princípio, não aconteceu nada, então acionei mais vezes até que o palhaço abriu a boca. Mas o que dizia não eram palavras, eram sons estranhos, como se estivesse quebrado, então, começou a mover a mandíbula de uma maneira um tanto violenta, enquanto esses sons continuavam. Era o barulho mais amedrontador que eu tinha escutado, assim, larguei Flappy num canto e fui dormir com esse som horroroso que não saía da minha cabeça.
No dia seguinte, contei para minha avó o problema de Flappy, e ela o pegou para tentar encontrar qual era o problema. Eu esperei na sala, nervoso por causa daquele som e, sem que me desse conta, o som voltou a tocar, e agora parecia uma senhora chorando desesperadamente, gritando de forma desesperada. Neste momento, tudo que fiz foi tapar os ouvidos para que aquele barulho parasse.
Minha avó estava descendo as escadas lentamente, passo por passo, e estava pálida. Ela se aproximou de mim, me levantou do solo e começou a pressionar minha garganta, tão forte que quase quebrou meu pescoço, enquanto gritava obscenidades e maldições. Logo me soltou e quebrou o vidro de um velho relógio que tinha, e com os cacos, arrancou os próprio olhos. Enquanto jorrava sangue das crateras de seus olhos, ela cortou a própria mandíbula desde as bochechas, o que lhe deu um aspecto cadavérico impactante, logo, se jogou no chão e começou a bater a cabeça violentamente contra o solo. Primeiro, vi como quebrava os próprios dentes, logo seu nariz, seu crânio... Até que morreu, ensanguentada e destruída no chão de sua própria sala. Neste momento, eu estava em estado de choque, depois de presenciar aquele ato. Tudo o que consegui foi ficar parado observando o corpo de minha avó, e então, subi as escadas, peguei o boneco e saí caminhando para fora da casa tranquilamente. Não chorei nem produzi nenhum som, apenas caminhei para longe daquele lugar.
No dia seguinte, meus pais encontraram o corpo de minha avó, e começaram uma busca incessante envolvendo a polícia, para me encontrar. Até hoje não sei quanto tempo fiquei perdido, apenas sei que, quando meus pais me encontraram, eu estava dormindo ao lado do boneco, em uma praça escura muito distante da casa de minha avó. O mais impressionante foi que eu não estava com nenhuma marca, enquanto o boneco tinha as mãos, a boca e a roupa sujas com o sangue de minha avó.
No primeiro dia que cheguei na casa da minha avó, me sentia muito triste por causa dos meus pais, ainda podia escutar como gritavam um com o outro. Minha avó, que sempre me amou muito, me levou até seu quarto, onde havia um baú com muito pó em cima, como se não tivessem tocado nele havia muitos anos. Ela abriu o baú e dentro dele se encontravam muitas bugigangas velhas que já nem me lembro, mas o que mais me chamou atenção foi o que estava lá no fundo: um boneco muito estranho, em forma de palhaço, mas com algumas deformidades, como seu pescoço que era muito mais largo que o normal e seu corpo redondo na parte de baixo. Não tinha um aspecto bonito, mas chamativo. O que mais me chamou a atenção foi o sorriso que ele tinha, o rosto pálido, com olhos pequenos e pretos, tanto que era possível ver seu próprio reflexo neles e os lábios marcados com pintura vermelha muito fina ao redor deles. Minha avó quis me presentear com um companheiro para que eu não me sentisse sozinho, e a princípio eu aceitei com alegria, já que parecia ser um simples brinquedo. Antes de ir dormir com “Flappy” (que era o nome que pus no boneco), brinquei um pouco com ele no quarto, e em um certo momento, me dei conta de que havia um cordão embaixo de sua camisa, quando levantei a roupa, me dei conta de que era uma cordinha que fazia o palhaço falar.
Obviamente, não pensei duas vezes antes de acionar a cordinha. A princípio, não aconteceu nada, então acionei mais vezes até que o palhaço abriu a boca. Mas o que dizia não eram palavras, eram sons estranhos, como se estivesse quebrado, então, começou a mover a mandíbula de uma maneira um tanto violenta, enquanto esses sons continuavam. Era o barulho mais amedrontador que eu tinha escutado, assim, larguei Flappy num canto e fui dormir com esse som horroroso que não saía da minha cabeça.
No dia seguinte, contei para minha avó o problema de Flappy, e ela o pegou para tentar encontrar qual era o problema. Eu esperei na sala, nervoso por causa daquele som e, sem que me desse conta, o som voltou a tocar, e agora parecia uma senhora chorando desesperadamente, gritando de forma desesperada. Neste momento, tudo que fiz foi tapar os ouvidos para que aquele barulho parasse.
Minha avó estava descendo as escadas lentamente, passo por passo, e estava pálida. Ela se aproximou de mim, me levantou do solo e começou a pressionar minha garganta, tão forte que quase quebrou meu pescoço, enquanto gritava obscenidades e maldições. Logo me soltou e quebrou o vidro de um velho relógio que tinha, e com os cacos, arrancou os próprio olhos. Enquanto jorrava sangue das crateras de seus olhos, ela cortou a própria mandíbula desde as bochechas, o que lhe deu um aspecto cadavérico impactante, logo, se jogou no chão e começou a bater a cabeça violentamente contra o solo. Primeiro, vi como quebrava os próprios dentes, logo seu nariz, seu crânio... Até que morreu, ensanguentada e destruída no chão de sua própria sala. Neste momento, eu estava em estado de choque, depois de presenciar aquele ato. Tudo o que consegui foi ficar parado observando o corpo de minha avó, e então, subi as escadas, peguei o boneco e saí caminhando para fora da casa tranquilamente. Não chorei nem produzi nenhum som, apenas caminhei para longe daquele lugar.
No dia seguinte, meus pais encontraram o corpo de minha avó, e começaram uma busca incessante envolvendo a polícia, para me encontrar. Até hoje não sei quanto tempo fiquei perdido, apenas sei que, quando meus pais me encontraram, eu estava dormindo ao lado do boneco, em uma praça escura muito distante da casa de minha avó. O mais impressionante foi que eu não estava com nenhuma marca, enquanto o boneco tinha as mãos, a boca e a roupa sujas com o sangue de minha avó.
o demônio do vestiario
Era mais uma aula chata de matemática. Estávamos aprendendo sobre equações de 2º grau, mas eu não conseguia me concentrar na aula.
Não conseguia parar de pensar na história que Deivid havia me enviado no Facebook, sobre uma famosa lenda da escola. Muitos alunos acreditavam que o vestiário abandonado era assombrado, tudo isso porque há alguns anos atrás três alunas foram encontradas mortas misteriosamente no vestiário, que hoje fica fechado, e a morte delas ainda é um mistério.
Apesar de o vestiário ficar sempre fechado, era possível ouvir barulhos estranhos sempre que eu passava em frente a ele, já que ele fica perto do ginásio da escola. E sempre que eu e meus três melhores amigos Deivid, Leandro e Matheus e vários outros alunos passávamos em frente a ele, era possível ouvir barulhos misteriosos como batidas na porta, arrastar de correntes, e até mesmo uma voz demoníaca e grossa que às vezes ouvia chamar o meu nome.
Como eu sempre fui muito fã de mistérios e coisas sobrenaturais eu tive a ideia de ir ate ao vestiário abandonado e descobrir se realmente tinha algo de anormal nele ou se era tudo coisa da minha cabeça.
- O que você acha da gente ir ate o vestiário mais tarde e descobrir se tem alguma coisa lá? – perguntei a Deivid.
- Fala sério? Você acredita nessas lendas idiotas de que o vestiário é assombrado, que tem um demônio lá dentro? Isso é historia pra botar medo em criança, você já tem 14 anos e ainda acredita nisso?
- Se você não acredita nisso então porque me mandou isso no facebook? Não me diga que você esta com medo de ir lá!
- Eu só te mandei aquilo porque todo mundo estava falando sobre a lenda, eu não acredito nessas besteiras e não tenho medo de nada. Se você esta querendo tanto ir ao vestiário abandonado, então vamos ir!
- Então tá. 19 horas em ponto agente se encontra em frente ao vestiário abandonado.
- Mais o vestiário fica fechado. Como agente vai entrar lá dentro?
- Eu fui à sala da direção hoje antes da aula pra pegar a minha prova de português e conseguir pegar a chave sem a dona ver.
- Então tá. Vou chamar o Leandro e o Matheus, vai ser legal pra botar medo neles…
- Combinado. 19 horas então.
Finalmente a aula já estava acabando, não tirava os olhos do relógio esperando o sinal bater pra eu ir embora. Quando ele finalmente bateu, eu sai correndo pra chegar rápido em casa.
-------------------------
Já estava anoitecendo. Era umas 18:45 quando eu cheguei na escola e fui imediatamente ate o vestiário. Ninguém havia chegado ainda então eu encostei os meus ouvidos na porta do vestiário e ouço uns passos fortes e uns barulhos estranhos, como se fossem garras arranhando as paredes, e uma voz demoníaca chamava o meu nome insistentemente. O meu coração começou a ficar acelerado e eu estava tremendo, eu sentia que o medo estava se espalhando por mim. Então uma mão tocou o meu ombro. Eu levei um susto, ao me virar eu vi que era o Matheus que havia me assustado.
- Será que o Deivid e o Leandro vão vir? Eles ainda não chegaram – Eu disse preocupado e muito assustado.
- Eles devem vir, ainda não é 19:00h. Daqui a pouco eles chegam. – responde Matheus.
Pouco tempo se passa e Deivid e Leandro chegam rindo da minha cara de medo.
- Não acredito que eu vim aqui por que você acredita nessas lendas idiotas. É obvio que é tudo mentira! – Leandro diz ironicamente
Ainda com muito medo eu pego a chave do meu bolso. Tinha um monte de chaves então eu vou tentando um por uma, tremendo de medo do que poderia estar lá dentro. Depois de um monte de tentativas finalmente eu consigo abrir a porta.
Então entramos todos juntos no vestiário, ele estava muito sujo, cheio de poeira, tinha ate baratas andando lá dentro, afinal fazia muito tempo que ninguém entrava lá. Não havia absolutamente nada de anormal nele, nesse momento eu fiquei aliviado e desapontado ao mesmo tempo.
Quando agente se preparava para ir embora a porta se fecha sozinha, Deivid vai ate a porta para tentar abri-la mais não adiantou, estávamos trancados dentro do vestiário. Nesse momento começamos a ouvir um passo vindo do final do corredor junto com um arrastar de correntes que fazia um barulho Horrível e macabro. Eu fiquei desesperado, com medo do que podia aparecer.
Deivid, Leandro e Matheus ficam espantados e nem se quiser conseguem dizer algo de tanto medo, no final do corredor ele aparece. Era a coisa mais horrível e tenebrosa que eu já vi na minha vida. Era tão horrível que não tenho palavras para descrevê-lo. Ele era todo escuro, seus olhos eram vermelhos como fogo, e ele tinha dentes enormes e afiados como de um tigre e uma calda preta além de garras enormes como de um urso, e ele andava arrastando três correntes.
Enquanto ele andava em nossa direção, soltava uma risada maligna e sua voz demoníaca dizia coisas que não faziam sentido. Nesse momento agente tentava abrir a porta desesperadamente mais não conseguíamos. Eu paralisei e comecei a chorar enquanto meu coração estava a mil, eu sentei naquele chão imundo e sem conseguir fazer nada eu o via se aproximando. Deivid, Leandro e Matheus gritavam sem parar pedindo socorro enquanto isso minha vista ficava fraca e eu não conseguia ver quase nada, comecei a passar mal e fui paralisando aos poucos e então eu desmaiei.
Quando eu acordei já era quase meia noite minha cabeça estava doendo e quando me levantei eu vi o corpo dos meus amigos todos mutilados. Os pés e as mãos estavam arrancados e os órgãos todos pra fora, um banho de sangue. A cabeça deles havia sido arrancada e fincada no teto com uma estaca de madeira, a escola estava cheia de policiais e peritos que fotografavam toda a cena sem entender o que poderia ter feito aquilo.

No espelho estava escrito com sangue a seguinte frase:
“Vocês podem não acreditar que eu existo, mais eu acredito em vocês.”
Um policial me leva pra fora do vestiário enquanto eu fico paralisado sem entender o que havia acontecido, quando eu saio pra fora estava cheio de repórteres, policiais e curiosos querendo saber o que havia acontecido. Entre eles minha mãe e as mães dos meus amigos.
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Muito tempo se passou e ate hoje eu não consigo entender o que aconteceu. Ninguém acredita no que eu digo e eu não sei por que aquela coisa não me matou. Eu saí da escola e mudei de cidade para tentar esquecer o que aconteceu, a escola ainda está aberta, e o vestiário permanece fechado até hoje. Muita gente diz que quando passa em frente ao vestiário ainda é possível ouvir uma risada maléfica e barulhos estranhos.
Não conseguia parar de pensar na história que Deivid havia me enviado no Facebook, sobre uma famosa lenda da escola. Muitos alunos acreditavam que o vestiário abandonado era assombrado, tudo isso porque há alguns anos atrás três alunas foram encontradas mortas misteriosamente no vestiário, que hoje fica fechado, e a morte delas ainda é um mistério.
Apesar de o vestiário ficar sempre fechado, era possível ouvir barulhos estranhos sempre que eu passava em frente a ele, já que ele fica perto do ginásio da escola. E sempre que eu e meus três melhores amigos Deivid, Leandro e Matheus e vários outros alunos passávamos em frente a ele, era possível ouvir barulhos misteriosos como batidas na porta, arrastar de correntes, e até mesmo uma voz demoníaca e grossa que às vezes ouvia chamar o meu nome.
Como eu sempre fui muito fã de mistérios e coisas sobrenaturais eu tive a ideia de ir ate ao vestiário abandonado e descobrir se realmente tinha algo de anormal nele ou se era tudo coisa da minha cabeça.
- O que você acha da gente ir ate o vestiário mais tarde e descobrir se tem alguma coisa lá? – perguntei a Deivid.
- Fala sério? Você acredita nessas lendas idiotas de que o vestiário é assombrado, que tem um demônio lá dentro? Isso é historia pra botar medo em criança, você já tem 14 anos e ainda acredita nisso?
- Se você não acredita nisso então porque me mandou isso no facebook? Não me diga que você esta com medo de ir lá!
- Eu só te mandei aquilo porque todo mundo estava falando sobre a lenda, eu não acredito nessas besteiras e não tenho medo de nada. Se você esta querendo tanto ir ao vestiário abandonado, então vamos ir!
- Então tá. 19 horas em ponto agente se encontra em frente ao vestiário abandonado.
- Mais o vestiário fica fechado. Como agente vai entrar lá dentro?
- Eu fui à sala da direção hoje antes da aula pra pegar a minha prova de português e conseguir pegar a chave sem a dona ver.
- Então tá. Vou chamar o Leandro e o Matheus, vai ser legal pra botar medo neles…
- Combinado. 19 horas então.
Finalmente a aula já estava acabando, não tirava os olhos do relógio esperando o sinal bater pra eu ir embora. Quando ele finalmente bateu, eu sai correndo pra chegar rápido em casa.
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Já estava anoitecendo. Era umas 18:45 quando eu cheguei na escola e fui imediatamente ate o vestiário. Ninguém havia chegado ainda então eu encostei os meus ouvidos na porta do vestiário e ouço uns passos fortes e uns barulhos estranhos, como se fossem garras arranhando as paredes, e uma voz demoníaca chamava o meu nome insistentemente. O meu coração começou a ficar acelerado e eu estava tremendo, eu sentia que o medo estava se espalhando por mim. Então uma mão tocou o meu ombro. Eu levei um susto, ao me virar eu vi que era o Matheus que havia me assustado.
- Será que o Deivid e o Leandro vão vir? Eles ainda não chegaram – Eu disse preocupado e muito assustado.
- Eles devem vir, ainda não é 19:00h. Daqui a pouco eles chegam. – responde Matheus.
Pouco tempo se passa e Deivid e Leandro chegam rindo da minha cara de medo.
- Não acredito que eu vim aqui por que você acredita nessas lendas idiotas. É obvio que é tudo mentira! – Leandro diz ironicamente
Ainda com muito medo eu pego a chave do meu bolso. Tinha um monte de chaves então eu vou tentando um por uma, tremendo de medo do que poderia estar lá dentro. Depois de um monte de tentativas finalmente eu consigo abrir a porta.
Então entramos todos juntos no vestiário, ele estava muito sujo, cheio de poeira, tinha ate baratas andando lá dentro, afinal fazia muito tempo que ninguém entrava lá. Não havia absolutamente nada de anormal nele, nesse momento eu fiquei aliviado e desapontado ao mesmo tempo.
Quando agente se preparava para ir embora a porta se fecha sozinha, Deivid vai ate a porta para tentar abri-la mais não adiantou, estávamos trancados dentro do vestiário. Nesse momento começamos a ouvir um passo vindo do final do corredor junto com um arrastar de correntes que fazia um barulho Horrível e macabro. Eu fiquei desesperado, com medo do que podia aparecer.
Deivid, Leandro e Matheus ficam espantados e nem se quiser conseguem dizer algo de tanto medo, no final do corredor ele aparece. Era a coisa mais horrível e tenebrosa que eu já vi na minha vida. Era tão horrível que não tenho palavras para descrevê-lo. Ele era todo escuro, seus olhos eram vermelhos como fogo, e ele tinha dentes enormes e afiados como de um tigre e uma calda preta além de garras enormes como de um urso, e ele andava arrastando três correntes.
Enquanto ele andava em nossa direção, soltava uma risada maligna e sua voz demoníaca dizia coisas que não faziam sentido. Nesse momento agente tentava abrir a porta desesperadamente mais não conseguíamos. Eu paralisei e comecei a chorar enquanto meu coração estava a mil, eu sentei naquele chão imundo e sem conseguir fazer nada eu o via se aproximando. Deivid, Leandro e Matheus gritavam sem parar pedindo socorro enquanto isso minha vista ficava fraca e eu não conseguia ver quase nada, comecei a passar mal e fui paralisando aos poucos e então eu desmaiei.
Quando eu acordei já era quase meia noite minha cabeça estava doendo e quando me levantei eu vi o corpo dos meus amigos todos mutilados. Os pés e as mãos estavam arrancados e os órgãos todos pra fora, um banho de sangue. A cabeça deles havia sido arrancada e fincada no teto com uma estaca de madeira, a escola estava cheia de policiais e peritos que fotografavam toda a cena sem entender o que poderia ter feito aquilo.

No espelho estava escrito com sangue a seguinte frase:
“Vocês podem não acreditar que eu existo, mais eu acredito em vocês.”
Um policial me leva pra fora do vestiário enquanto eu fico paralisado sem entender o que havia acontecido, quando eu saio pra fora estava cheio de repórteres, policiais e curiosos querendo saber o que havia acontecido. Entre eles minha mãe e as mães dos meus amigos.
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Muito tempo se passou e ate hoje eu não consigo entender o que aconteceu. Ninguém acredita no que eu digo e eu não sei por que aquela coisa não me matou. Eu saí da escola e mudei de cidade para tentar esquecer o que aconteceu, a escola ainda está aberta, e o vestiário permanece fechado até hoje. Muita gente diz que quando passa em frente ao vestiário ainda é possível ouvir uma risada maléfica e barulhos estranhos.
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