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terça-feira, 7 de maio de 2013

sombras #2 DO BLOG

Então estamos de novo aqui ,você um fraco que tem medo de sombras considerado louco entre os amigos e a família ,todos pensam que você tem problemas mentais .Mais tudo o que você fala é verdade não?,o fato de eu te atormentar desde quando você era menor.o fato de eu fazer maldades e a culpa sempre cair em você.você é só um jogo para mim eu sou uma sombra.as sombras não são cópias de vocês feitos através da luz do sól .mas sim uma nação desconhecida que toma forma de seres para alimentar sua fome.nós nos alimentamos do seu medo até você não aguentar mais e depois trocamos de vítima ...

agora olhe a sua direita e sua sombra estara imóvel.POR ENQUANTO

terça-feira, 23 de abril de 2013

A mulher de vermelho

1Um jovem casal estava muito feliz por estar podendo realizar todos os seus sonhos. Já moravam juntos há pouco tempo, tinham um pequeno filho de seis meses de idade, e tinham acabado de se mudar para um apartamento que almejavam. Uma tarde de final de semana, o casal depois de brincar com o bebê, acabou adormecendo. O bebê acordou e saiu engatinhando pela casa. Foi engatinhando até a sacada do apartamento, passou pelos buracos da grade de proteção e caiu do quarto andar. O casal foi acordado pelos vizinhos e ficou, obviamente, transtornado com o fato.
Eles acabaram indo embora dali, pois não conseguiam mais viver em paz naquele apartamento. No dia em que a mudança foi toda retirada, a pobre mãe, que havia perdido seu filho de forma tao cruel, estava sozinha. Já era noite, quando no alto de seu desespero ela falou que faria qualquer coisa para ter seu filho de volta. Ela acabou dormindo no chão da sala vazia, mas foi acordada por uma voz que falava com ela. Assustada ela se levantou do chão e viu uma mulher vestida de vermelho. A mulher falou que poderia trazer o bebê de volta, em troca de um favor. A mãe teria que matar um criança da mesma idade do seu filho e oferece-la para a mulher de vermelho. No desespero de mãe, ela acabou fazendo isso e tendo o seu bebê de volta. A mulher de vermelho devolveu o bebê vivo para os braços da mãe. O único inconveniente é que o bebê foi devolvido no mesmo estado em que se encontrava depois de todo o tempo enterrado. O bebê se transforma em algo sobrenatural , era uma massa deformada em carne viva.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A SOMBRA.#1 DO BLOG

eu estava em casa com dois amigos,meus pais tinham viajado .Como qualquer outro grupo de garotos resolvemos fazer alguma coisa besta. eu disse
-vamos tentar invocar algum monstro
eles logo concordaram ,pegamos algumas velas ,apagamos as luzes
-precisamos de algum sangue
meus amigos ficaram quietos e receosos
-pelo visto vai ser o meu não é!
então começamos :envocamos aqui qualquer entidade ...
após o termino deu uma simples queda de luz e depois voltou  ao normal.Meus amigos foram embora e eu logo fui dormir .algum tempo depois entre as 2:30 ou 2:40 acordei assustado olhei a minha sombra ,tomei uma aguá e voltei para cama como estava com sono dormi em menos de um minuto pouco depois muito assustado acordei e vi minha sombra se debatendo crescendo de forma assombrosa com uma face dilacerada e mãos grandes .eu corri e liguei a luz não havia nada la além da minha sombra..

terça-feira, 16 de abril de 2013

o velho


Conta a lenda, que havia um velho muito triste que vagava pelas ruas de uma pequena cidade do norte dos Estados Unidos. O velho, que há muito andava sem saber, sempre com aquela incerteza que em certos momentos carregamos, de não saber o que vamos fazer.
Certa noite, o velho caminhava por uma rua escura que acabava em uma encruzilhada. Sem rumo, perdido em meio a noite negra que o rodeava, começou a escutar uma voz, de inicio distante e indistinguível mas que logo aumentou e dava a impressão de que estava se aproximando. Na penumbra, o velho viu a forma de uma mulher, que cantarolava suas palavras, saltitante vindo em direção ao velho, dizendo: ”_Qual é o seu terceiro desejo?”
O velho, pasmo, se esforçava para enxergar a mulher. Continuou a andar, passando por ela, imaginando que não era nada com ele. Mas a mulher veio atrás, dançando e cantarolando as palavras em volta do velho: “_Agora, seu terceiro desejo. O que vai ser?”
O homem irritado, parou! Tentado fixar sua visão na agitada mulher, indagou:
“_Que maldição, o que você quer mulher?”
E ela novamente disse cantarolando:
“_O seu terceiro desejo”
“_Terceiro desejo?” O velho estava em confuso. “Como posso ter um terceiro desejo se eu não tive nem o primeiro nem o segundo?”
“Você já teve seus dois desejos,” cantarolou a mulher, “mas seu segundo desejo foi para que eu retornasse tudo como era antes de você fazer seu primeiro pedido. É por isso que você não se lembra de nada; porque tudo está do jeito que era antes de qualquer desejo.”
Ela continuou, atiçando o pobre homem. “_Então, você tem um desejo sobrando. O que vai ser?”
“_Tudo bem,” falou, “Eu não acredito nisso, mas não tem nada de mal em desejar. Eu desejo saber quem eu sou.”
“_Engraçado,” disse a mulher enquanto completava o desejo e desaparecia. “Esse foi o seu primeiro desejo.”
Hoje o velho sabe quem é mas trocaria tudo que tem para não saber!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

minha namorada

Minha namorada e eu começamos nossas vidas adultas a pouco tempo e resolvemos morar juntos. Eu tenho 20 anos e ela 19. Em uma noite, ela adormeceu na sala de estar enquanto estávamos no sofá assistindo um filme.

Eu ouvi um barulho vindo do banheiro da nossa suíte, quase como se algo tivesse caído da prateleira de medicamentos. Eu acordei minha namorada quando me levantei do sofá. Ela olhou para mim e sorriu, "Onde tu tá indo, amor?" disse sonolenta. Eu disse para ela que achava ter ouvido algo, que provavelmente não era nada, e só queria dar uma olhada e ela acenou com a cabeça e voltou a cochilar. Ela estava meio estranha. Um pouco pálida, um tanto doente. Toda a situação era esquisita. 

Normalmente, ela não é do tipo que fica feliz quando é acordada do nada. Eu encolhi os ombros e fiz meu caminho para o quarto com todo o cuidado possível, desconhecendo o que tinha feito aquele barulho. Quando abri a porta e liguei as luzes, meu coração saltou na garganta.

Lá estava minha namorada, dormindo na nossa cama. Eu tirei as cobertas de cima dela. Ela se sentou na cama e começou a me xingar. As frases eram algo do tipo "Que merda é essa que você está fazendo, porque as luzes estão acesas, não tá vendo que eu to dormindo?" Eu expliquei a situação para ela. e irritada ela explicou que tinha acordado cedo na manhã e tinha ido para a cama porque ali era mais confortável. Ela deu os ombros dizendo que eu estava sonhando ou provavelmente imaginando que ela estava no sofá comigo quando eu me levantei. Mas tinha sido tão real. E isso não explicava o barulho vindo do banheiro. Até hoje eu não faço ideia do que aconteceu naquela noite, ou quem estava comigo no sofá, mas eu sei o que eu vi e sei que era real. 

terça-feira, 26 de março de 2013

ESTRELAS QUE GRITAM


Sou cinco anos mais velho que meu irmão Bill, que tem 13. Infelizmente, nós ainda temos que dividir um quarto, pois só temos três quartos em casa: um para meus pais, uma para nossa irmã do meio (16 anos), e esse outro que nosso. Como todos irmãos, temos nossas desavenças, mas na maior parte do tempo Bill é bem maduro e nos damos bem.

Há alguns meses Bill se tornou fascinado pelo céu, especialmente em relação astronômica. Então de natal ele pediu para meu pai uma luneta profissional, onde poderia ficar observando e estudando (palavras dele) durante o dia e a noite. Infelizmente meu pai não teve dinheiro para comprar a luneta no natal, mas economizando até março (quando foi o aniversário de 13 anos de Bill), ele finalmente deu o tão esperado presente para meu irmão.

Quando não estava na aula, almoçando ou fazendo qualquer outra atividade diária, ele estava pendurada naquela luneta, mexendo-a de um lado pro outro para examinar o céu. Eu achava meio idiota, porque eu nunca tive realmente um interesse muito grande sobre aquilo. Enquanto eu ficava no computador jogando, ou fazendo algum trabalho da faculdade, Bill ficava olhando pela luneta na janela do nosso quarto, falando sobre as constelações, galáxias, e pesquisando em um livro de astronomia que eu tinha trazido da faculdade a pedido dele.

Mas em um sábado, a coisa ficou meio estranha. Ele tinha almoçado, jogando um pouco no vídeo game da sala, e feitos suas tarefas escolares; tudo isso com a desculpa de se distrair até que o céu escurecesse o suficiente para analisar as estrelas. Lá pelas sete da noite, eu entrei no quarto, indo em direção ao computador, e o vi sentado no banquinho habitual que ficava perto da luneta. Mas havia algo estranho: Bill não mexia nem um centímetro de seu corpo ou da luneta, como fazia de costume. Eu resolvi não perturba-lo, e fui mexer no meu computador. Lá pelas onze da noite, eu desliguei o PC e deitei na minha cama. Olhei para Bill e ele ainda estava na mesma posição.

- Bill, já é tarde pra caramba, você não vai dormir?

- Uhum, já vou.

Me virei pro lado e dormi. No dia seguinte, fomos tomar café da manhã lá pelas dez da manhã, e como estava curioso a respeito do que ele tinha achado de tão interessante no céu que não movia nem um centímetro de seu corpo por horas seguidas. A resposta que ele me deu, definitivamente não era o que eu estava esperando.

- Ahn... - ele deu uma pausa, e cerrou os olhos por um momento. Achei graça, porque ele não é do tipo de criança que fica embaraçada ou é tímido a respeito do que fala. - Você vai me achar meio idiota, ou talvez até louco pelo o que vou falar, mas juro que é verdade.

- Me teste - Falei, incentivando. Eu estava esperando algo sobre Ovnis, Ets, ou algum planeta novo, mas não era na disso. Ele se aproximou de mim, e falou bem baixinho.

- Eu achei estrelas que gritam.
Dei uma gargalhada alta, não pude conter.

-Não fode! - eu disse, num impulso. Eu geralmente não falo palavrão dentro de casa.

-Eu juro, mano. Juro de pé junto que é verdade. Eu posso te provar, eu não movi a luneta desde ontem a noite, então quando ficar mais escuro eu vou te mostrar.

- Tô pagando pra ver.

Esperamos o dia de domingo passar, e eu não posso negar que eu estava um tanto curioso e ansioso a respeito do que eu veria, e estava duvidando muito que ouviria alguma coisa. Mas tudo bem, eu esperei o anoitecer. Lá pelas seis e meia Bill gritou meu nome no andar de cima, e eu fui até ele. Ele me esperava com um sorriso na cara, e com certas olheiras no rosto. "Ele deve ter ficado a madrugada toda vendo isso" pensei.

- Senta aí - Ele falou, apontando para o banco - mas não move a luneta, se não já era.

Me sentei no banquinho e lentamente coloquei meu olho no lugar certo. Fiz tudo lentamente, porque mesmo que fosse uma viagem do meu irmão, eu gostava dele o suficiente para não estragar isso. Comecei a 
observar o céu. Na luneta eu via um grupo de estrelas, exatamente sete, espalhadas sem uma ordem correta e as mesmas brilhavam lindamente. Mas nada mais que isso.

- Não tô ouvindo nada, Bill.

- Shhh! - Ele fez - Espera mais alguns segundos.

De inicio eu não ouvi nada, mas com o tempo a coisa foi ficando mais sinistra. Um som baixo preencheu meus ouvidos, como um sussurro, em tom de lamurias atordoadas. Engoli a seco e não tirei meus olhos da luneta, eu não entendi (e ainda não entendo) porra nenhuma do que estava acontecendo. Depois de alguns minutos o que antes eram vozes baixas se transformaram em gritos agudos e realmente perturbadores. Eu não sei quanto tempo eu fiquei olhando aquilo, mas ao mesmo tempo que pareciam décadas, também parecia que eu não tinha ficado por mais de dez segundos na luneta. Eu estava meio que relutando contra meu próprio corpo, meu consciente, mas consegui parar de olhar. No momento que tirei o olho da luneta, os gritos se calaram.

- Acredita em mim agora?

Ouvi essa frase do meu irmão, enquanto ele se sentava no banquinho agora. Eu não faço ideia o que diabos 
aconteceu naquele momento, naquele tempo-espaço que não parece (e talvez nem seja) real. Coisa da minha cabeça? Imaginação? Não sei... só sei que nunca mais olhei para as estrelas da mesma forma.

segunda-feira, 25 de março de 2013

web cam/homen de preto 2

Eu estava de férias e não tinha absolutamente nada para fazer então entrei em um site de bate papo, não havia ninguém on-line somente uma garota chamada Lisa, comecei a conversar com ela até que decidimos Ligar nossas WebCams, ela era uma garota linda, com olhos azuis e cabelos loiros, mas havia um homem todo de preto atras dela e isso me incomodava, então decidi perguntar quem era o homem, ela leu a mensagem e assustada olhou para trás e o homem pegou a faca e cortou sua garganta, ele se sentou calmamente na cadeira e digitou: Quem é este homem de preto atrás de você?
Eu assustado olhei para trás e…Bom você já deve saber mas eu que pergunto pra você, é você mesmo que esta lendo isso, quem é esse homem de preto atrás de você?

espelhos 4


Você está sozinho em casa,você olha para porta de vidro que leva ao quintal e nota um homem parado na neve. Ele tem olhos vermelhos que brilham e usa uma longa veste branca,dos ombros ao pés, e ele está sorrindo para você. 
Você engole em seco, pega o telefone à sua direita e começa a discar desesperadamente,sem retorno. Você olha novamente para o vidro enquanto leva o telefone para sua orelha, e percebe que o homem está muito mais perto de você agora. 
Você derruba o telefone em choque. Não tem nenhuma marca de pegadas na neve. 
Aquilo era um reflexo do vidro.

espelhos 3

Uma noite, uma mulher estava escovando os dentes antes de dormir. Olhando no espelho, ela percebeu que ele estava manchado. Ao olhar mais de perto, ela percebeu que eram impressões digitais. Ela pegou uma toalha e tentou limpar. Mas não importava o quanto ela esfregava, as manchas não saíam. Ao olhar com mais atenção, ela percebeu que as impressões digitais foram feitas do outro lado do espelho.

subestimada

Existia uma garota, ela era conhecida como ‘Estranha’ pelo seu bairro. Seu nome é Jennifer.
Mal saía de casa, vivia enfurnada no seu quarto que normalmente estava trancado. Seus pais nunca a questionavam, eles apenas cuidavam dela, mas não sabiam nada sobre a própria.
Jennifer odiava todos a sua volta, guardava mágoa no coração das pessoas que zoavam de sua cara, porque tinha uma falha em seu rosto, nem os médicos souberam porque ela tem esta ‘falha’. 
No seu aniversário de 18 anos, não aguentou mais quando escreveram abobrinhas na janela de seu quarto com ofensas horríveis. Foi direto à cozinha, apanhou uma faca e sem que seus pais tivessem visto, se matou.
Hoje, Jennifer, atormenta as pessoas que a fizeram sofrer. Seu ódio e sua mágoa permaneceram todos na casa, vizinhos dizem que ouvem gritos quando alguém entra na casa. Todos que zoaram dela, estão mortos sem motivo ou causa comprovada.
Sua ‘falha’ nunca desapareceu, mas as vítimas que gozavam de sua cara morreram com a mesma marca no rosto. 

prato de comida


Muitos anos atrás se constam que uma mulher com uma criança no colo Passou em uma fazenda e pediu ao fazendeiro um prato de comida pq ela estava com muita fome e precisava comer para alimentar o neném, o fazendeiro era muito rico mesmo assim negou o prato de comida para a pobre mulher. Alguns dias depois os funcionários de sua fazenda chegam e avisam que encontraram a mulher morta com a criança em seu seio morta como se estivesse amamentando.O fazendeiro com muito remorso fez um enterro digno para aquela mulher com flores e um caixão muito caro. Mas no outro dia cedo estava lá na porta de sua casa um bilhete:- Eu precisava era de um prato de comida e não de um caixão de luxo.

espelhos 2

 Meus pais me faziam dormir em um quarto cujo guarda-roupa possuía um espelho na porta. Ele sabiam que eu tinha medo, mas diziam que meninos grandes encaravam seus medos, e não fugiam deles. Eu tentava dormir com as luzes acesas, mas eles sempre vinham e as apagavam enquanto eu dormia. Eu acordava, noite após noite, envolto em trevas e aterrorizado.Eu ficava perfeitamente parado, sequer arriscava olhar para outro lugar além do teto. Segundos... Minutos... Logo algumas horas se passavam e eu ainda estava imóvel na cama, com medo de me mexer, ou até respirar alto demais. E então o sol começava a nascer e meu corpo relaxava (espelhos não são assustadores durante o dia). Um fim de semana meus pais teriam que viajar para fora do estado, para um casamento, e decidiram que eu era velho o suficiente para ficar em casa sozinho. Eles me deram tchau, me abraçaram e eu fiquei o resto da noite assistindo TV até ficar cansado. Desliguei a TV, fui até o meu quarto, acendi a luz e caminhei até a cama e dormi. Eu acordei algumas horas depois, novamente envolto a escuridão. Eles tinham vindo e apagado a luz novamente.

a caça

Alguma vez você já estava subindo um lance de escadas tranquilamente, e de repente, teve a necessidade de subir até o topo o mais rápido possível? Ou dirigindo pela estrada tarde da noite, até que de repente vem a vontade de dirigir o mais rápido possível? Não se preocupe; isso ocorre somente porque eles querem que você saiba a perseguição começou. Tenha certeza de brincar com eles, porque não há nada que eles odeiam mais do que “pegar” aquilo que eles estão perseguindo. Eles nunca sabem o que fazer com seus corpos. Bem, na verdade, existe sim algo que eles odeiam mais… Eles odeiam quando você olha para trás por cima de seu ombro.

sexta-feira, 22 de março de 2013

paranoia

Tudo começou quando eu tinha 16 anos. Eu era filho único, morava com minha mãe e pai. Toda noite eu acordava às 2h16 exatamente. Sem sono, sem cansaço, nada. Eu me sentava ereto, por uma razão desconhecida e ficava ouvindo o silêncio. Gostaria de ouvir algo no escuro do meu quarto, mas eu ouvia nada. Eu ficava assim por 5 minutos, rígido, em silêncio até às 2h21 quando não me lembrava de nada. No começo eu nunca ouvia nada. Ficava 5 minutos atento a qualquer barulho, totalmente incapaz de "desligar" e de dormir.

Isso durou algumas semanas, todas as noites acontecia o mesmo. Eu não pensei muito nisso. Eu não ficava assustado com tanta facilidade, o que foi mais intrigante do que qualquer outra coisa. Cerca de um mês depois, ouvi o primeiro som. Era tão perto de ser inaudível, eu quase pensei que imaginava. Leves passos do lado de fora da minha porta, na escada que leva até o meu quarto no sótão.

Na noite seguinte, outra vez os passos, mas ainda incrivelmente silenciosos, como se na fosse ponta dos pés. Ainda assim, eu estava mais confuso do que com medo, mas estava começando a se tornar um pouco estranho. A experiência dos passos progrediu, noite após noite, os passos ficaram cada vez mais altos, cada vez mais pertos do meu quarto.

Na quinta noite, eu tentei sair da minha cama para investigar durante meus despertares involuntários. Mas eu não podia me mover. Era como uma paralisia, mas senti como se não fosse meu corpo, como se eu não tivesse controle, como se eu pudesse controlar apenas a minha consciência. Comecei a ficar assustado.

No dia seguinte eu tentei me manter acordado. Eu estava fora de mim e com medo aquela noite. Eu finalmente adormeci por volta 02h00.

Eu acordei no dia seguinte, como se nada tivesse acontecido. Eu não tinha despertado durante o meu sono. Eu me senti mais revitalizado do que nas últimas semanas. Eu sentia um alívio, e tive um grande dia. Na noite seguinte, outra vez, eu dormi como uma pedra. Tudo estava acabado e havia voltado ao normal.

No mês seguinte foi provavelmente o melhor da minha vida. Eu aprendi com melhor facilidade todas as matérias, e agora tenho uma namorada! Tive sorte e que não vinham por um bom tempo.

Foi depois de um sábado em particular que passei com minha namorada que eu fui dormir, como o cara mais feliz vivo. Eu não poderia esperar para o dia seguinte. Eu nunca me senti calafrios mesmo que naquela noite quando eu acordei às 2h16, sentado ereto, incapaz de se mover, olhando cegamente para o espaço, ouvindo. 4 minutos de silêncio se passaram, a cada segundo, um forte calafrio subiu pela minha espinha, a cada segundo, uma outra gota de suor frio deslizando no meu pescoço.

Em 2:20, com o mais alto barulho, ouvi minha porta sendo arrombada e batida contra a parede mais distante. Passos furiosos em minha direção com as intenções imparáveis, mais alto do que você pode imaginar, cada vez mais pertos, até que pararam. A corrente de ar frio tomou conta de mim, refrigerando até os ossos. Meus olhos, arregalados de terror, procurando por qualquer coisa, qualquer coisa para se concentrar. Por alguns segundos, nada aconteceu. Então, de repente, estampada na minha visão em branco, ouvi as palavras "eu cheguei", juntamente com o som mais horrível que eu já ouvi. Se você já ouviu os barulhos de raposas no meio da noite, imagine-os em um tom muito mais baixo ... Um grito, desumano gutural, o grito de uma alma, agonizada e torturada. Lembro-me o som exato até os dias de hoje.

Adormeci em 2h21 e acordei no dia seguinte, apavorado demais para fazer qualquer coisa. Sentei-me debruçado na minha cama. Durante todo o dia. Imóvel. Quando a noite chegou, eu estava bem acordado. Eu não quis dormir outra vez. Tempo marcado no relógio por ... 1:30 ... 1:45 ... 2:00 ... 2:10 ... 2:15 ... Então eu apaguei. Não me lembro de nada que aconteceu naquela noite.

Acordei me encontrando de pé no quarto dos pais. Simplesmente parado lá, relaxado. Eu não tinha idéia de como eu cheguei lá, o que em si foi um pouco alarmante, como eu nunca tinha sido propenso ao sonambulismo. Mas a coisa preocupante foi que eu não me sentia estranho. Eu não me sentia fora do lugar, e me sentia "anestesiado" olhando fixamente para os rostos dos meus pais dormindo. Eu não pude deixar de notar quão vulnerável estavam

Eventualmente, saí de lá. Lembro-me vagamente de fazer café da manhã. Comi Pão com Patê, mas provei nada. Meus sentidos pareciam estar entorpecidos, minha cabeça confusa. Apesar do horror da noite de anteontem, eu não senti medo ... Eu não senti ... bem ... qualquer coisa. Eu fui à escola naquele dia, concentrando-se em nada, aceitando uma detenção sem palavra. Não fiz uma vez uma tentativa de falar com alguém sobre nada. A Escola terminou e eu voltava para casa.

Naquela noite, meu telefone tocou. Eu o olhei. Lembro-me apenas ... apenas observando ouvindo ele tocar, nenhum desejo de resposta, nenhum desejo de ainda verificar quem era. Presumivelmente, era minha namorada, como ela apareceu em minha casa mais tarde naquela noite. Eu estava no quarto, sentado na minha cama, olhando para a parede. Ela tentou falar comigo, eu não respondi. Ela se deitou e me puxou para baixo com ela. Ela me abraçou, tentando me coagir a responder. Mas uma coisa realmente me incomodou, e eu não sei por que. Ela continuou me dizendo que eu estava realmente frio. Muito, muito frio. Eventualmente Virei para olhar para ela. No início, ela sorriu quando meus olhos encontraram os dela e, finalmente, uma resposta. O sorriso desvaneceu-se rapidamente. Eu não sentia amor por essa menina. Eu senti como se não a conhecia, e isso deve ter se refletido nos meus olhos. Vazios, desprovidos de carinho. Tudo que eu podia ver era sua vulnerabilidade, deitada ao meu lado.

Ela adormeceu em cerca de 1:00. Eu só vi ela desse jeito, por uma hora inteira. Em 2:00 Fechei os olhos, nem mesmo uma pitada de ansiedade. Eu contei os 16 minutos, segundo a segundo, e depois disso eu me lembrei de nada.

Eu acordei em uma poça de sangue ao amanhecer. Olhei para o meu lado direito e vi minha namorada. Seu peito havia sido rasgado, suas costelas soltas em ambos os lados. Órgãos não identificáveis ​​derramando. Não senti nada. Eu levantei da minha cama, coberto de sangue. Eu segui uma trilha de sangue, vermelho arterial fora do meu quarto, a minha escada, no quarto de meus pais. A Cabeça de meu pai estava sangrando e cedeu ao lado de seu pescoço ainda escorrendo. O corte gigante dividido em duas costas. Sua perna direita bateu na garganta da minha mãe, sua mandíbula desalinhada e as pernas e os braços retorcidos em ângulos impossíveis. Não senti nada.

Virei-me e desci as escadas. Notei um rastro de sangue deixado no despercebido. Você poderia sentir o cheiro. Cheirá-lo infiltrado no carpete, o cheiro enjoativo de ferro que permeia a casa. Mesmo através de meus sentidos entorpecidos. Eu fui e fiz café da manhã. Outra refeição sem sabor. Na verdade, ela foi ficando pior. Eu poderia provar menos do que no dia anterior. Eu subi as escadas e olhei para a parede por horas, eu acho. Até agora eu continuo esquecendo o que aconteceu ... Minha mente só se tornou nublada e sem saber o que estava acontecendo. Eventualmente, eu apenas deitava naquela poça de sangue, ao lado da minha namorada eviscerada.

Lembro de ter lido 02:16 o alarme antes de eu ir dormir naquela noite. Eu me lembro de acordar em pé na frente da parede do quarto dos meus pais. Vi fileiras de sangue com marcas de mãos. Eu não conseguia ver muito, mas olhando para baixo, vi minha mão manchada de vermelho. Minha audição estava quase acabando. Meu toque era tão sem graça que eu me sentia completamente separado do resto do mundo. Caminhando para o quarto dos meus pais, eu deveria ter ficado horrorizado. Não só por causa dos cadáveres mutilados, mas devido ao fato de que todas as paredes, o chão e até mesmo o teto foram cobertos em marcas de mão, minha mão.

A última coisa que eu lembro de ter feito era descer desajeitadamente e procurar através das gavetas, finalmente encontrando uma faca enferrujada que caiu. Em seguida, comecei a subir a escada com a faca na mão. Não me lembro de nada.

Um vizinho reclamou, eventualmente, sobre o cheiro que vem da casa. A polícia chegou pouco depois. Tenho pena e quem tinha que entrar naquela casa. Uma semana com a casa daquele jeito fez o cheiro ficar insuportável. Eles pensaram que nós estávamos todos mortos em primeiro lugar. Mas, quando eu tinha sido transportado para fora, após uma inspeção mais próxima, eu ainda estava vivo; de alguma forma.

Eles tinham me encontrado na escada com as duas pernas e um braço esquerdo deitados ao meu lado. Eles não podiam explicar como eu não tinha morrido de choque ou perda de sangue, mas como eles descobriram que eu segurava uma faca enferrujada, eles sabiam que tinha feito isso.

Eu estou na instituição por 2 semanas agora. Eu nunca me senti melhor. Eu me sinto ... normal. Eu sou como qualquer outra pessoa agora. Como qualquer um de vocês. Eu poderia estar vivendo uma vida normal, sentindo-me assim. Como cada uma de suas existências. Mas eu não sou. Eu estou escrevendo um pouco agora, à espera de uma operação para salvar o meu sistema digestivo. Veja, há um objeto de metal não identificados em algum lugar que tem que sair. Uma coisa em forma de caixa pequena. Bem, quando dizem "não identificado" ... Eu apenas lembro que minha namorada tinha um marca-passo.


O que eu sou? O que está acontecendo?